sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Pequena Galeria no Público

as galerias não se medem aos palmos, e as fotografias também não

Ainda não voltámos de férias mas estamos no jornal (Público, Ípsilon, hoje,6, pág. 19/20), graças à Luisa Soares Oliveira - com fotografias de Nuno Ferreira Santos: "Quatro galerias contra a crise", com a Belo-Galsterer, a Bloco 103 e a Mercearia de Artes Alves & Silvestre em Coimbra.

(...) "O caso de A Pequena Galeria é diferente.
É pouco maior do que uma
entrada de prédio, fica na Avenida
24 de Julho, também em Lisboa, e
dedica-se exclusivamente à fotografia
de pequeno formato. Sendo propriedade
de um conjunto de sócios
(Alexandre Pomar, Carlos M. Fernandes,
Guilherme Godinho, Carlos
Oliveira Cruz, Bernardo Trindade e
Ágata Xavier), quem fala por todos*
é o crítico de arte Alexandre Pomar,
que segue aqui as pegadas pouco
usuais do “pai” da crítica de arte em
Portugal, José-Augusto França, que
foi também proprietário de uma galeria
na década de 50**. “Sempre gostei
de fotografia”, afirma Pomar,
antes de salientar que o seu espaço
preenche uma lacuna no meio artístico
português. “A fotografia estava
a ser cada vez mais vista em
Portugal como um objecto fotográfico (,***)
de grandes dimensões, semelhante
a uma pintura, o que a torna
caríssima e inacessível. As galerias
tinham como principal objectivo a
venda destes objectos a instituições,
em vez dos pequenos coleccionadores
que, no estrangeiro, compram
muita fotografia de pequeno formato.”
Abriram a 22 de Março e, segundo
a página que mantêm no Facebook,
desde então fizeram “dois
salões, duas exposições colectivas****,
um leilão e três individuais.”
Quando a visitámos, mostrava um
conjunto de trabalhos dos fotógrafos
José Cabral, Luís Basto, Moira Forjaz
e Rogério Pereira. “O comércio não
é o único objectivo da galeria. Nesta
exposição, por exemplo, há 12 trabalhos
que são meus e não estão à venda.
E há também empréstimos do
Centro de Arte Moderna, que obviamente
também não são para vender.”
Nenhum dos sócios tem na galeria
a sua actividade principal. “Eu,
por exemplo, faço aqui sobretudo
mecenato”, acrescenta Pomar. Foi
ele quem acompanhou a itinerância
de uma exposição do chamado “Grupo
de Évora” a Évora e a Sines, onde
poderá ser vista no Centro Cultural
Emmerico Nunes até dia 28, com
trabalhos de António Carrapato, J.
Cutileiro, Pedro Lobo, José Manuel
Rodrigues e David Infante."*****
(...)

* não falo por todos, mas fui convocado a falar.
** de facto não fomos / somos proprietários: Na Gal. de Março, o França ocupou um espaço cedido, e agora eu integro um colectivo, uma associação em constituição. Mas é uma maneira de dizer, tal como a ideia de lhe seguir as pegadas 60 anos depois...
*** (,) sem virgula percebe-se melhor a ideia do quadro fotográfico
**** depois corrigi no fb: exposições de grupo em vez de colectivas.
***** O "Grupo de Évora" está em Sines (onde está principalmente o José M. Rodrigues no CAS) e o "grupo" "De Maputo" (José Cabral, Luís Basto, Moira Forjaz e Rogério Pereira - este numa presença ilustrativa) está no Centro Intercultura Cidade, em Lisboa - acertadamente ao Poço dos Negros.
Obrigado Luísa 

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