terça-feira, 29 de abril de 2014

A seguir: FLOW (fluxo) de José M. Rodrigues

Dia 4 Domingo às 18 horas (com pré-inauguração particular dia 3 e jantar)

FLOW






Flow / Fluxo

O título da exposição de José M. Rodrigues refere o conceito proposto por Mihaly Csikszentmihalyi, psicólogo húngaro (n.1934) conhecido pelos estudos sobre a felicidade e a criatividade, e em especial pela exploração da noção de fluxo / flow.  Designa um estado mental de completa concentração ou absorção numa actividade, com a experiência de uma imersão profunda e total na vida ou no trabalho criativo, esquecendo a passagem do tempo e necessidades físicas como a fome e a sede.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ricardo Rangel e José Afonso, 1967 - 1969?


pp 16-17.


Nunca tinha reparado que a capa do livro Cantares, de José Afonso, edição das Associações de Estudantes de Lisboa, SCIP - AEIST, sem data (1969, conforme nota abaixo da AJA) tem na capa uma fotografia de Ricardo Rangel, não creditada. 
No interior há mais, alem de fotos não identificadas de Lisboa.

Foi na "loja" da Frenesi - Paulo da Costa Domingos que reencontrei o livro
 e reconheci a imagem da capa.

(A indicação das autorias - com incorrecções quanto às fotos? - estava feita na bibliografia da Associação José Afonso: http://www.aja.pt/bibliografia/ - não havia nada a descobrir...)

Na capa, fotografia do Ricardo Rangel, Moçambique 1924-2009. Publicou-se com o título "Pausa" na edição Moçambique a Preto e Branco, Codam, 1972 - um álbum produzido para ofertas de natal por uma empresa portuária de Lourenço Marques. E antes certamente em jornais e revistas. (ver AP 2011 livros-de-moçambique-depois-de-1972 )

É do RR também a foto da pág. 17 (publicada na mesma edição, como  "Criança",  e depois na capa de um livro da cooperação francesa de 1994, RR Photographe du Mozambique, Éditions Findakly, Paris (bilingue) - aí chamada "Xipamanine blues", 1959, com um enquadramento mais alargado, integral. A anterior "Pausa" reaparece como "Pausa do estivador", Lourenço Marques, 1958, negativo integral ao baixo, e a foto da pág. 15 é "Fogo na cidade do caniço", erradamente datada de 1970. (Uso os títulos portugueses)

José Afonso teria enviado as fotos de L.M. com a Autobiografia e as notas sobre os poemas (?). Terá sido a 1ª vez que se publicaram na "Metrópole" fotos de Rangel. O contacto teria sido feito por Luís Vilas-Boas, graças às ligações do meio do jazz**?

Por outro lado, parece-me ser / é de António Quadros o desenho que aparece no final  (p. 97 n.n.). Virá datado de Paris 59 (?) - Quadros encontra J.A. em Moçambique depois de 1964 - a colaboração entre ambos é conhecida. 

Outras fotografias vêm de África (p. 18, 33, 85) e as restantes terão origem na Editorial das AAEE, certam. posteriores às grandes inundações de Novembro de 1967. Não se justificará atribuí-las a RR, são fotos de Lisboa e não sei se cá teria vindo antes do 1º Festival de Jazz de Cascais, 1971**.

E quem será A.F. que assina o prefácio? (Flávio Henrique Vara, identificado abaixo)
| Cantares José Afonso Lisboa, 1969 (Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico), com 14 fotografias do moçambicano Ricardo Rangel. Prefácio de Flávio Henrique Vara. Inclui «Autobiografia» datada da Beira (1967) e um texto de António Quadros escrito pela mão de José Afonso. Esta publicação lisboeta assume-se explicitamente como desenvolvimento da iniciativa pioneira da Nova Realidade, e contou, como esta, com a colaboração do autor. Para além dos textos (e dos comentários) incluídos nas duas primeiras edições, integra outos textos de José Afonso ou por ele cantados, da autoria de António Quadros, Ferreira Guedes ou Luiz Francisco Rebello (a adaptação das canções de “A excepção e a regra”, de Bertold Brecht) e os respectivos comentários. Inclui também o texto completo de «Vejam bem» e de «Avenida de Angola» (com a excepção do refrão popular) e a terceira versão de «Grândola». O livro coloca os comentários em rodapé, o que facilita a leitura, e assinala explicitamente a autoria dos textos que não foram escritos por José Afonso. - See more at: http://www.aja.pt/bibliografia/#sthash.l7aZI4CF.dpuf

  Cantares José Afonso Lisboa, 1969 (Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico), com 14 fotografias do moçambicano Ricardo Rangel. Prefácio de Flávio Henrique Vara. Inclui «Autobiografia» datada da Beira (1967) e um texto de António Quadros escrito pela mão de José Afonso. Esta publicação lisboeta assume-se explicitamente como desenvolvimento da iniciativa pioneira da Nova Realidade, e contou, como esta, com a colaboração do autor. Para além dos textos (e dos comentários) incluídos nas duas primeiras edições, integra outos textos de José Afonso ou por ele cantados, da autoria de António Quadros, Ferreira Guedes ou Luiz Francisco Rebello (a adaptação das canções de “A excepção e a regra”, de Bertold Brecht) e os respectivos comentários. Inclui também o texto completo de «Vejam bem» e de «Avenida de Angola» (com a excepção do refrão popular) e a terceira versão de «Grândola». O livro coloca os comentários em rodapé, o que facilita a leitura, e assinala explicitamente a autoria dos textos que não foram escritos por José Afonso. - See more at: http://www.aja.pt/bibliografia/#sthash.l7aZI4CF.dpuf

José Afonso Lisboa, 1969 (Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico), com 14 fotografias do moçambicano Ricardo Rangel. 
Prefácio de Flávio Henrique Vara. 
Inclui «Autobiografia» datada da Beira (1967) e um texto de António Quadros escrito pela mão de José Afonso. 
Esta publicação lisboeta assume-se explicitamente como desenvolvimento da iniciativa pioneira da Nova Realidade, e contou, como esta, com a colaboração do autor. Para além dos textos (e dos comentários) incluídos nas duas primeiras edições, integra outos textos de José Afonso ou por ele cantados, da autoria de António Quadros, Ferreira Guedes ou Luiz Francisco Rebello (a adaptação das canções de “A excepção e a regra”, de Bertold Brecht) e os respectivos comentários. Inclui também o texto completo de «Vejam bem» e de «Avenida de Angola» (com a excepção do refrão popular) e a terceira versão de «Grândola». O livro coloca os comentários em rodapé, o que facilita a leitura, e assinala explicitamente a autoria dos textos que não foram escritos por José Afonso. - See more at: http://www.aja.pt/bibliografia/#sthash.l7aZI4CF.dpuf

domingo, 27 de abril de 2014

Exposições coloniais




Modernidade e exotismo estiveram associados desde os sécs XV, pelo menos (novas tecnologias e novos espectáculos tb: as exposições coloniais foram grandes espectáculos de massas, na pista das exposições universais desde 1851 *). Percorrido o globo e assegurada a globalização, a roda joga noutro sentido: são os antes-exóticos que viajam pelos mercados mundiais: como capital  ( investidor e/ou predador) e como imigrantes e/ou foragidos clandestinos, estes a lembrar antigos tráfegos esclavagistas mas agora espontaneistas, inorgânicos.

Foi preciso haver curiosidade para estabelecer o contacto e para explorar, nos vários sentidos da palavra. (O gosto pelo exótico é também uma procura do novo e uma vontade de saber. A etapa do zoo humano sucede ao gabinete de curiosidades, e é paralela ao museu). Reduzir tudo a questões de racismo é a posição da pior direita. Colocar o racismo a marcar só um dos lados é uma tolerância que assenta na ignorância e no masoquismo. (Estou a pensar em discursos e exposições que por aí se fazem.)

* ont « un but principal d'enseignement pour le public, faisant l'inventaire des moyens dont dispose l'homme pour satisfaire les besoins d'une civilisation et faisant ressortir dans une ou plusieurs branches de l'activité humaine les progrès réalisés ou les perspectives d'avenir »« Article 1, 1. de la Convention de 1928 concernant les expositions internationales » [archive], Bureau international des expositions
** http://expositions.bnf.fr/universelles/ : Exposition virtuelle Les expositions universelles à Paris 1867-1900, site de la Bibliothèque nationale de France
*** dd Paris 1855 associam indústria e belas-artes.


leituras recomendadas:

Zoos humains : Au temps des exhibitions humaines
2004 La Découverte/Poche 

Exhibitions : l'invention du sauvage
l'occasion de l'exposition présentée au musée du quai Branly du 29 novembre 2011 au 3 juin 2012.



Images et colonies - iconographie et propagade coloniale sur l'afrique francaise de 1880 a 1962. Ed. Association Connaissance de l'histoire de l'Afrique contemporaine,  MINISTERE DE LA COOPERATION , 1993)

1936
http://www.theheritageportal.co.za/article/johannesburg-1936-keeping-eye-out-souvenir-survivals

Angola 1938 - Arte Photographica

http://artephotographica.blogspot.pt/2014/04/esquecido.html

Agora (26 Abril, 2014) no blog do Sérgio B. Gomes, Arte Photographica, o texto de duas páginas do Público de 6 de Abril - onde me chamava galerista.

A exposição é apeada logo (2ª feira) e o álbum estará em breve digitalizado no site MEMÓRIA DE ÁFRICA.
Também será comentado (o álbum, os seus autores, o acontecimento que esteve na sua origem, o seu contexto fotográfico, as incógnitas que o envolvem, etc) no próximo Workshop do MUSEU DO TEATRO, a 8 e 9 de Maio: Fotografia / Investigação / Arquivo.


esquecido : "Luanda 1938, um olhar desconhecido"

Fotografia da primeira sequência do Álbum Comemorativo da Exposição-Feira de Angola, 1938

Luanda 1938, um olhar desconhecido

É um objecto gráfico imponente e que dificilmente passa despercebido. Mas o certo é que passou. A historiografia recente ignorou tanto a realização da feira como o Álbum Comemorativo que dela surgiu.

(Público, 6.04.2014)

A longa sequência de mais de cem fotografias começa com uma imagem óbvia nas inaugurações: uma cerimónia de corta-fita, onde o general Oscar Carmona, de farda alva, se destaca com a tesoura na mão. E a fita cai. Mas a partir daqui pouco parece encaixar muito bem no Álbum Comemorativo da Exposição-Feira de Angola, certame que se realizou em 1938, em Luanda. Como aliás toda história (ou a falta dela) desta obra esquecida e muito pouco estudada, que é um dos mais surpreendentes e notáveis fotolivros realizados em Portugal na primeira metade do século XX.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

1982, Encontro de Fotografia Antiga

17-19 Nov. 1982, 
Arquivo Nacional de Fotografia, 
antigo Laboratório de Química do rei D. Carlos, Palácio da Ajuda
José Luís Madeira




parte de telex da Lusa (ou seria ainda Anop?)
O ANF desde 1976

Bibliog.: António Sena, " A fotografia contra o património", Expresso 27 Nov. 1982, pág. 31-31 R


os Arquivos em 1982

Há quase 32 anos...

DN 18 Nov. 1982: 1º Encontro Nacional de Fotografia Antiga. Org. de José Luís Madeira


Arquivo Nacional de Fotografia (em organização), Instituto Português do Património Cultural, Palácio da Ajuda,

DN 23 Nov. 1982:





O José Luís Madeira (1948-2012). Foto de Guta de Carvalho, trazida do Instante Fatal
 do Luíz Carvalho (12 Abril 2012). "He developed an important work in Portuguese photographic history, at several levels, and left unfinished books and exhibition projects, in particular those concerning Lisbon and Portuguese India photographic history. His death was a severe blow to the knowledge of these subjects in Portugal."Nuno Borges de Araújo

quinta-feira, 24 de abril de 2014

1938

Hipótese 1:
o que no Álbum comemorativo é a exaltação do moderno e da expectativa do desenvolvimento económico (conforme o desígnio oficial então identificado com a gente Pró-Angola, os colonos e as elites dos naturais brancos e pretos - invocando Norton de Matos explicitamente através do precedente da Exposição Provincial de Benguela - Nova Lisboa, 1935) aparece nas outras más fotografias conhecidas e em alguma informação (Diário de Lisboa da época) como uma iniciativa desmesurada e árida, sem população visitante que a justifique. O álbum fotográfico é uma obra de excepção. A Exposição é angolana, sem Henrique Galvão nem António Ferro.

De facto, não é a exibição que importa (importava) mas a aprovação do Plano de Fomento de Angola (um ano depois do de Moçambique). Formulado em Luanda em 1936, promulgado em 1938 em cima da hora. A notícia dos milhões (80, depois 115,5) ocupa as páginas, e justifica a escala do certame.

Mas o início da II Guerra e a penúria de recursos que dela resulta vai adiar os projectos do Plano (até ao Plano seguinte, já não local mas geral, português - a centralização vai continuar). O governador é promovido para a Diamang; os colonos voltam a reclamar (Monsenhor doutor Alves da Cunha vai deportado para Lisboa em 1941).
Depois da Guerra a história muda, o tempo é já outro, o episódio de 38 é esquecido.

É de Fantasia Africana que se trata, como de costume.
O Álbum de 1938 é um intervalo recalcado entre o Porto 1934 e Lisboa 1940. Uma alternativa inviabilizada


quarta-feira, 16 de abril de 2014

ANGOLA 1938, o Álbum: exposição

1
 as torres
intervalo. Foto 8!

2
as casinhas

Angola 1938, no Público, por Sérgio B. Gomes (jornal)




http://www.publico.pt/cultura/noticia/album-da-exposicao

Luanda: Exhibition-Fair Angola 1938

Luanda: Exhibition-Fair Angola 1938

from http://www.buala.org

A forgotten or concealed episode of the history of Angola, and a magnificent photographic album about a colonial exhibition that remained ignored. The photographer Firmino Marques da Costa, hidden under the pseudonym C. Duarte; Vasco Vieira da Costa, a customs official and a great architect before he even was one; A Governor-General who represented the economic interests of the colonists  against the centralism of Lisbon - Coronel António Lopes Mateus; and the democrat and autonomist Dr. António Gonçalves Videira, who delivered a speech on behalf of his “colleagues”.




Two years before the imperial Exhibition of the Portuguese World (“Exposição de Mundo Português”, 1940), a very large Exhibition-Fair was held in Luanda, that did not go down in colonial history. Its was meant to display the economic development of Angola in an “expressive and comprehensive documentary”, rather than exalt the regime’s historicist programme and imperial mystique - the norm with colonial exhibitions, such as the Historical Exhibition of the Occupation (“Exposição Histórica da Ocupação”) held in 1937, in the Eduardo VII Park in Lisbon. The exhibition was meant as a “broad demonstration of the results of our colonizing efforts in Angola” [“our” referring to the colonists] and should “follow an eminently utilitarian and practical orientation (…) providing particular emphasis on matters of economic nature”, wrote Governor-General Colonel António Lopes Mateus (from 1935 to 1939) in the preamble to the ordinance that determined the creation of the event1. It was inaugurated on the occasion of President Carmona’s visit to the Colonies in 1938, but it was clear that welcoming the visit was not the purpose behind the endeavor. The Exhibition-Fair was meant as an acknowledgment, representation or  embodiment of the autonomic aspirations in face of Lisbon’s administrative centralism. Such aspirations had repeatedly been manifested and repressed since the early 1930’s.

1938 Álbum, uma selecção

 29
O Banco de Angola de Vasco Regaleira - e a banda de música que toca na noite deserta

30
Avenida

quinta-feira, 10 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014